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Laura meus crimes passageiros consomem tua inocência Laura.. essa violência do teu olhar é o que mais me feri.. eles me cortam aleátoriamente e ainda querem meus pedaços.. só queria um pouco de maldade, apenas uma pitada.. assim deixaria queimar esse infinito querer em brasas e me restaria tuas cinzas Laura, você se torna meu brasão, minha parte que gosto de lembrar, minha parte inteira ache e me aponte tua direção, eu nem quero dormir essa noite, deixarei o sol ser cumplice.. mas a timidez do sol faz a nuvem cobri-lo, então me cubro da tua timidez agora.. meus lemas são marcos, teus temas são raros e feito de imaginação.. mas imagina tua lenda viva em mim, tua tenda acampada em mim. imagina Laura. te calçaria com meus preciosos marmóres.. te vestiria com o gatilho dos meus braços.. sonharias em meu peito, narraria teu olhar.. ah.. Laura, quem penso que sou? você é tão perfeita que chega a não existir.. e nas vezes que você não existe é as vezes que mais te vejo.. te vejo ainda em detalhes, em perfil ultra-perfeito.. perfeito é teu corpo queimando em graus de fevor.. sinto na minha mão o célsion te atacar e crescer valorosamente.. vastamente tu me rasga ao me levar á um grau elevado da lucidez.. meu raciocinio para, estaguina, congela... minha mente congela e meu corpo ferve.. meus olhos poluem-se sem que eu saiba definir o que vejo.. o que vejo agora é um brilho encomodante tentando me cegar e te afastar de mim.. luto contra o brilho, rolo por cima de você tentado esconder-me do brilho forte.. mas fui fraco Laura... não sei mas como te ver.. agora você existe e eu não te vejo.. prefiro quando você não existe... mesmo se calada.. sergio`marthin sergio_marthin@hotmail.com
