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Os profissionais dessa área devem ser capazes de analisar problemas e propor soluções criativas, interagindo com diferentes áreas do conhecimento e intervindo na realidade de forma empreendedora. Por isso, o analista de SI poderá atuar no desenvolvimento tecnológico dos Sistemas de Informação, na gerência de Departamento de Tecnologia da Informação ou de empresas de Informática, no ensino de computação e, ainda, como empreendedor em Informática. Contudo, a área de Sistemas de Informação enfrenta o mesmo problema das demais: a tão temida concorrência. Por este motivo, o mercado de trabalho é cada vez mais exigente. "Além da graduação, a língua inglesa e as especializações em determinadas linguagens tecnológicas são essências", conta a gerente de talentos da IBM Brasil - líder na criação, desenvolvimento e manufatura de tecnologias de informação da indústria -, Luciana Farisco. Mas, para atuar em uma das mais cobiçadas empresas da área, é preciso muito mais.

As concorrências não se restringem apenas ao mercado de trabalho. Um dos grandes desafios dos estudantes é o ingresso na universidade. Segundo levantamento feito pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), existem, atualmente, 391 cursos de Sistemas de Informação no Brasil. O total de matrículas anuais é de 51.722, contrapondo-se bastante ao número de concluintes, 2.865. "Reflexos da má informação. Ao contrário do que se imagina, ele é totalmente diferente de Análise de Sistemas e Processamento de Dados. Além do mais, é um curso que exige muito estudo e abrange tanto a área técnica como a área de negócios", afirma a coordenadora.