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Notas sobre aves de rapina (Cathartidae, Acciptridae e Falconidae) brasileiras Fábio Olmos1, José Fernando Pacheco2 e Luís Fábio Silveira3 1Largo do Paissandu 100/4C, 01034-010, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: f-olmos@uol.com.br Baixas densidades populacionais, encontros apenas eventuais e uma escassez de pesquisadores dedicados ao grupo fazem com que a história natural de muitas aves de rapina neotropicais ainda seja pouco conhecida. Comportamentos envolvendo uso de habitat, estratégias de forrageamento, migração e reprodução são observados apenas esporadicamente; estas observações, entretanto, podem nos ajudar a compreender melhor a biologia tanto das espécies mais comuns quanto daquelas mais raras. Nesta nota sumarizamos observações obtidas de forma eventual ao longo de anos de trabalho de campo. Embora não tenham sido obtidas de forma sistemática, acreditamos que estas informações podem ser de interesse para estudantes do grupo e estimular a produção de trabalhos similares. Cathartes aura. Uma concentração de 47 indivíduos foi observada em Passo do Camaragibe (07º05’’S, 48º49’’W) no litoral de AL por JFP e Sônia A. Roda em 5 de junho de 2004, planando contra o vento sobre um promontório. Nos seis dias seguintes, grupos com apenas até três indivíduos/dia de C. aura foram localizados na mesma área. As populações setentrionais de C. aura são sabidamente migratórias, enquanto que os movimentos das populações do Hemisfério Sul são ainda muito pouco conhecidos. Desta forma, mais estudos sobre eventuais movimentos migratórios desta espécie de urubu são desejáveis. Em setembro de 2004, FO e JFP, na mesma localidade, constataram que C. burrovianus foi cerca de 20 vezes mais numeroso que C. aura. Cathartes melambrotus. Embora já tenha sido considerado restrito às florestas primárias e evitar áreas com qualquer grau de perturbação (Houston 1994), FO e JFP observaram que nas regiões central e norte do Tocantins a espécie tem se adaptado a uma paisagem alterada pela pecuária e a uma dieta baseada em gado e animais mortos nas rodovias (gado doméstico, serpentes, tatus e raposas), como observado em toda a região ao norte da cidade de Araguaína, em todo o Bico do Papagaio, e ao longo dos vales dos rios Araguaia (Caseara, Araguacema, etc) e do Tocantins (Palmeirante, Filadéfia, Babaçulândia, Palmeiras do Tocantins, Aguiarnópolis, etc), onde é facilmente encontrado mesmo sobre cerrados. A mesma situação foi observada ao norte de Santana do Araguaia (PA). Na Fazenda Malasca (Santana do Tocantins, 07º05’53’’S, 48º49’09’’W), mais de uma dezena de indivíduos foram observados pousados em mourões de cerca junto a um fragmento florestal onde carcaças de gado eram descartadas, atraindo também Sarcoramphus papa. Situação semelhante foi observada por LFS (juntamente com Marcos Pérsio Dantas Santos) na região da Serra do Cachimbo, PA, onde C. melambrotus era uma espécie freqüentemente observada pousada nos mourões de cercas que margeiam a BR 163. Além disso, na rodovia Transamazônica, esta espécie foi vista pousada junto com Sarcoramphus papa, se alimentando de uma carcaça de gado bovino. Leptodon cayanensis. Indivíduos desta espécie foram notados conspícua e diariamente (máx. 3) na Reserva Biológica Poço das Antas, RJ (22º30’S, 42º15’W) entre o dia 3 e 7 de agosto de 2003, porém estavam aparentemente ausentes em fevereiro do mesmo ano sob esforço amostral semelhante. Uma migração altitudinal pode estar envolvida entre a Serra do Mar e as baixadas adjacentes, como aventado na região de Taubaté, SP (H. M. F. Alvarenga, com. pess.). Três indivíduos em intensa atividade vocal e em atividades de perseguição mútua foram anotados na área da Colônia Juliano Moreira (22º 56’S, 43º 24´W), entorno do Parque Estadual da Pedra Branca, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, em 24 de novembro de 2004, sugerindo talvez reprodução na área. Chondrohierax uncinatus. Um grupo de cinco aves foi observado deslocando-se em conjunto ao longo da mata ciliar do rio Tocantins em Tupirama, TO (09º01’05’’S, 48º11’19’’W) no dia 10 de novembro de 2001. Duas aves apresentavam a plumagem cinza, típica dos machos, enquanto que outras duas apresentavam a plumagem amarronzada, característica NOTAS Revista Brasileira de Ornitologia 14 (4) 401-404 dezembro de 2006 402 das fêmeas. O quinto indivíduo apresentava a plumagem juvenil. Esta associação sugere uma sociabilidade ainda não reportada para a espécie. Uma agregação similar com dois machos, duas fêmeas e um juvenil planando juntos sobre uma plantação de laranjas junto a um remanescente florestal foi observada no dia 12 de dezembro de 2005 por JFP, FO e Marcelo Cardoso da Silva na Fazenda Cafuz (10º48’19’’S, 37º17’55’’W), em área anexada ao Parque Nacional Serra de Itabaiana. Este é um dos poucos registros desta espécie para Sergipe. Um exemplar cinzento observado em floresta ombrófila mista com araucárias junto à Pousada Vale dos Veados, Serra da Bocaina (c. 22º51’S, 44º37’W) em 22-23 de dezembro de 2004 estava se alimentando do gastrópodo Anthinus cf. turnix (Strophocheilidae), conforme documentado por duas conchas recolhidas sob seu pouso. Elanoides forficatus. Durante um estudo feito por FO entre dezembro de 1988 e dezembro de 1989, esteve presente em Intervales, SP (24º16’S, 48º25’W) entre 30 de setembro a 8 de março, com maior número de exemplares neste mês. Dois exemplares foram observados perseguindo-se em vôo e vocalizando em 06 e 07 de fevereiro de 1989. Outros sete foram observados planando juntos em 25 outubro 1989; um deles estava consumindo uma ave pequena. Cinco exemplares, juntamente com um Ictinia plumbea, foram observados por FO às 13:00 h de 25 de novembro de 1998 capturando fêmeas aladas de Atta sp. conforme deixavam um sauveiro localizado no canteiro central de uma avenida em Porto Velho, RO (08º45’S, 63º53’W). Depois de aproximadamente 40 min o chão ficou coberto por dezenas de rainhas aladas sem o abdômen, única parte consumida. Machos alados não foram capturados. Nas áreas de plantação de palma (Elaeis guineensis) pertencentes à Agropalma, localizadas no município de Tailândia, Pará, E. forficatus aparecia em grandes bandos (cerca de 50 aves), em agosto de 2004, se alimentando da polpa dos frutos desta palmeira. Aproveitava apenas os frutos que se encontravam caídos no solo, especialmente nas estradas que cortam a plantação. Apanhava os cocos com os pés e se alimentava em pleno ar. Cathartes aura, uma outra espécie que também se alimenta dos frutos do dendê (Pinto 1965) não foi vista se alimentando dos frutos desta palmeira durante o período de estudo. Em janeiro de 2006 apenas dois indivíduos de E. forficatus foram observados nesta localidade. Rostrhamus hamatus. Um exemplar observado por JFP e FO no dia 4 de novembro de 2001 em vôo sobre o sistema de lagoas marginais do rio Tocantins em Palmeirante, TO (07º52’06’’S, 47º56’29’’W). Reconhecível pelas asas largas e cauda curta sem barras, cor geral cinza-chumbo e cera laranja- avermelhada. A área será inundada pela usina hidrelétrica de Estreito. Este parece ser o primeiro registro para o estado, e o mais meridional na bacia do rio Tocantins. Ictinia plumbea. Um grupo de pelo menos 50 aves voando juntas em uma corrente termal foi observado por FO sobre Araras, RO (09º41S, 64º47’W) no dia 15 de outubro de 1998, sugerindo deslocamento coletivo desta espécie reconhecidamente migratória. Ictinia mississippiensis. um indivíduo desta espécie foi observado sobrevoando um fragmento florestal pertencente à Agropalma, no município de Tailândia, Pará, em 12 de janeiro de 2006. Esta espécie é facilmente identificada em campo devido à ausência de ferrugíneo nas asas, cabeça cinza clara, que contrasta fortemente com o restante da plumagem, cauda escura e uma grande área branca nas terciárias. As rotas migratórias deste gavião no Brasil são ainda muito pouco conhecidas e este parece ser o primeiro registro desta espécie para o estado do Pará. Leucopternis lacernulatus. Um exemplar foi observado por FO pousado a c. 2m de altura em floresta secundária (c. 50 anos de idade) sobre encosta na Reserva Ecológica Guapiaçu (22º27’S, 42º46’W) em 07 de outubro de 2003. Um exemplar fresco e semi-devorado de uma rã Leptodactylus ocellatus foi encontrada próximo ao ponto onde a ave estava pousada. A cabeça e membros anteriores haviam sido consumidos, restando as patas traseiras e a cintura pélvica. Um exemplar solitário de Leucopternis polionotus foi observado na mesma trilha em 08 de junho de 2003. Heterospizias meridionalis. No Pantanal de Mato Grosso é comumente observado consumindo caranguejos de água doce (Dilocarcinus pagei e Sylviocarcinus australis), mas também tenta capturar presas maiores. Uma tentativa fracassada de capturar um Aramus guarauna observada por FO em 03 de setembro de 1988 no Pantanal de Poconé, MT (17º11’S, 57º01’W). O gavião atacou o carão, que estava no solo junto a uma lagoa. Este se esquivou, tentando atingir o gavião com seu bico. O rapinante pousou no solo e fez seis ataques em seqüência, mas estes eram lentos e o carão conseguia se esquivar. No dia anterior um H. meridionalis foi observado mergulhando sobre um grupo de Ortalis canicollis pousados no alto de uma grande figueira, mas os aracuãs rapidamente desceram para os ramos mais baixos, evitando a captura. Buteo swainsoni. Nidifica do Alasca a Minessota e norte do México, migrando para o Uruguai e Argentina durante o inverno setentrional (Thiolay 1994). Um exemplar (morfo claro) foi observado por JFP e FO na estrada Gurupi-Peixe, próximo ao rio Santo Antonio, TO (11º51’38’’S, 48º53’13’’W) na manhã de 13 de agosto de 2001, enquanto dois exemplares (também claros) foram vistos próximos ao mesmo ponto na tarde do mesmo dia. Há poucos registros dessa espécie na região do Cerrado. Em 23 de maio de 2000 e em 13 de julho de 2005 um juvenil morfo claro foi examinado por JFP, LFS e FO na coleção da EMBRAPA Semi-Árido, Petrolina (PE) em julho de 2004. A ave teria morrido ao colidir com um pivô de irrigação nas proximidades de Petrolina (L. Kiill, com. pess.). Três indivíduos do morfo claro foram observados forrageando numa área de relevo acidentado, em meio a caatinga arbustiva, nos arredores de Marcolândia, PI (07º 26’S, 40º 39’W) em 20 de junho de 2002 por JFP e Ricardo Parrini. No Brasil há registros para o Acre, Pará, Maranhão, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul (Sick 1997) e Piauí (Olmos 1993). Morphnus guianensis. Dois indivíduos foram surpreendidos pousados numa árvore, a aproximadamente 15 m do Fábio Olmos, José Fernando Pacheco e Luís Fábio Silveira 403 solo, com um Ortalis guttata nas garras de um deles na borda da floresta nas proximidades de Alvarães, AM (03º 13’S, 64º 48’W) por JFP e André Carvalhaes. Em duas oportunidades na Serra do Navio, AP esse gavião foi visto por JFP com serpentes de coloração geral verde nas garras: 02 de agosto de 1994 (com Ivandy Astor) e 05 de julho de 2000 (com Rômulo Ribon). Foi estimado nas duas oportunidades que tais serpentes mediriam entre 1,5 e 2 m de comprimento. Harpia harpyja. Um indivíduo (provavelmente uma fêmea, devido ao porte) foi observado próxima e demoradamente por JFP e Claudia Bauer em 13 de dezembro de 1991 pousado numa sumaúma à beira do rio Trombetas, PA (01º 20’S, 56º 20’W), alimentando-se de um Alouatta macconnelli que havia trazido nas garras. Três dias depois, na mesma localidade, mas no interior da floresta de terra firme, um indivíduo foi visto brevemente na copa investindo contra um grande bando formado por Cebus apella e Saimiri sciureus e, aparentemente, conseguindo capturar um deles. Em janeiro de 2006 LFS e Francisco Dénes observaram uma fêmea desta espécie em um fragmento florestal pertencente à Agropalma, no município de Tailândia, Pará. A fêmea foi rapidamente atraída através da imitação da sua vocalização, e estava perseguindo um grupo de bugios (Alouatta b. belzebul). Na mesma área ainda são encontradas as seguintes espécies de primatas, que podem fazer parte da dieta da harpia: Saguinus midas niger, Saimiri s. sciureus, Cebus apella, C. kaapori e Chiropotes satanas. Um ninho ativo foi localizado por membros da comunidade do Jarauá (02º 52’S, 64º 55’W), na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Mamirauá, AM nos primeiros dias de julho de 1994. JFP monitorou parcialmente tal ninho entre 27 de agosto e 3 de setembro, que continha um filhote (quase 2/3 do porte do adulto) em plumagem predominantemente branca e estava colocado num tacacazeiro (Sterculia elata, Marcio Ayres, com. pess.). O ninho era aparentemente cohabitado por um par de Campylorhynchus turdinus. Em geral, os adultos traziam apenas partes das presas ao ninho. Apenas dois itens puderam ser tentativamente identificados, sendo um bugio Alouatta e uma preguiça Bradypus. No dia 30 de agosto, o filhote predou uma serpente que forrageava entre os gravetos do ninho. Spizaetus tyrannus. Adultos cantando em vôo de exibição foram observados por FO no Parque Estadual Intervales, SP (24º16’S, 48º25’W) em 07-08 fevereiro, 17 abril, 24-26 maio 1989, (um par) em Alcântara, MA (02º21’S, 44º25’W) em 10 de junho de 2005. Em Intervales, em 29 de setembro de 1989, às 11:25, FO observou um adulto em planeio mergulhou em um trecho dominado por bambus escandentes (Guadua sp.), emergindo com um mamífero que, pelo formato do corpo e cauda, parecia ser um rato-da-taquara Kannabateomys amblyonyx. Em 17 de abril 1989 (14:47, sob sol forte e calor) um exemplar foi observado em vôo carregando uma serpente acinzentada com 1/3 do comprimento da ave. Após 15 min a ave pousou em uma emergente e começou a comer. Um juvenil foi observado pedinchando sobre na copa em 23-24 de junho. No último dia um adulto foi observado trazendo uma serpente (aparentemente Chironius bicarinatus) para o juvenil. Em 04 junho 2005, na face oeste do Parque Nacional de Itatiaia (“Pousada dos Lobos” em Itamonte – MG: 22º23’48’’S, 44º44’30’’W) um juvenil (provavelmente uma fêmea, devido ao porte) foi detectado por FO devido ao pedinchar incessante sobre um ninho construído a aproximadamente 20 m sobre uma araucária parcialmente envolvida por lianas que ajudavam a sustentar o ninho. A árvore estava a meia encosta, junto a uma trilha que separava a área de floresta de um antigo plantio de Pinus. À aproximação a ave voou, sempre vocalizando, para um trecho mais acima na encosta. No dia seguinte a mesma ave foi observada na mesma área planando, sempre vocalizando. Spizaetus melanoleucus. É amplamente distribuída na América tropical e sub-tropical do México à Argentina, mas é raro na maior parte de sua área de distribuição (White et al. 1994). Em 16 de dezembro de 2001, nas proximidades de Brejinho de Nazaré, TO (c. 11º16, 48º37’W), FO e JFP observaram um grupo de c. 12 Melanerpes candidus que voavam em torno de uma fêmea de S. melanoleucus pousada em uma árvore seca. Esta subitamente arremeteu para o alto, capturando um dos pica-paus em vôo e voltando a seu pouso, um macho juntando-se a ela em seguida. Esta espécie é conhecida por caçar aves de porte médio, planando alto e mergulhando sobre suas presas (Willis 1988). Milvago chimachima. Um exemplar foi observado por FO alimentando-se da polpa de frutos da palmeira Elaeis guineensis (dendê ou “coco de urubu”) na Reserva Ecológica Guapiaçu, RJ (22º27’S, 42º46’W) em 19 de setembro de 2005. A ave, com plumagem intermediária entre adulto e juvenil, segurava um fruto por vez com as garras e arrancava a polpa enquanto pousado sobre o cacho. Os frutos de dendê são consumidos por urubus como Cathartes burrovianus no nordeste (Alagoas) e C. aura (Pinto, 1965). Em 26 de novembro de 2005, outro exemplar com plumagem intermediária foi observado por FO e JFP pousado no chão, comendo a polpa de um fruto de pequi Caryocar brasiliensis em uma área de cerrado próxima ao norte de Santana do Araguaia, PA (09º16’55’’S, 50º03’06’’W). A ave voou para a copa do pequizeiro à aproximação, retornando ao fruto logo depois. Micrastur ruficollis. Durante um estudo de marcação-recaptura de pequenos mamíferos realizado por FO no Parque Estadual Intervales (Olmos 1991), este gavião foi a maior fonte de mortalidade por ser capaz de capturar roedores e marsupiais através das grades das armadilhas tipo gaiola e despedaçá-los. Em 01 de outubro de 1989 este falcão tentou capturar um Marmosops paulensis que havia acabado de ser solto da armadilha e escalado um colmo de taquaruçu que se arqueava para a copa. Com o ataque o marsupial se lançou ao solo, seguido de perto pelo falcão, escondendo-se sob o folhiço. Só então o falcão percebeu que estava quase sobre os pés do observador, fugindo. Micrastur semitorquatus. A tentativa fracassada de um falcão capturar um Ortalis canicollis foi observada por FO em 05 de setembro de 1988 na antiga Base de Pesquisas da Fauna Notas sobre aves de rapina (Cathartidae, Acciptridae e Falconidae) brasileiras 404 do IBAMA, Poconé, MT. Às 13:35 a atenção foi despertada pelos gritos de um grupo de aracuãs pousados no solo na borda da floresta. Uma das aves foi vista voando para um arbusto, perseguida por um M. semitorquatus, que errou o alvo. O aracuã voltou ao solo, seguida pelo falcão, que novamente errou o alvo. O grupo de aracuãs, com pelo menos seis aves, cercou o falcão que estava no solo, gritando. A comoção atraiu um Buteogallus urubitinga, que permaneceu próximo, só se afastando quando o falcão detectou o observador, fugindo. AGRADECIMENTOS Luís Simone (MZUSP) identificou o exemplar de Anthinus. À Agropalma S/A e OIKOS Pesquisa Aplicada pelo apoio às nossas pesquisas. REFERÊNCIAS Houston, D.C. (1994) Family Cathartidae, p. 24-41. Em: J. del Hoyo, A. Elliott & J. Sargatal (eds.) Handbook of the birds of the world, vol. 2. Barcelona: Lynx Editions. Olmos, F. (1991) Observations on the behavior and population dynamics of some Brazilian Atlantic forest rodents. Mammalia 55: 117-129. ________ (1993) The birds of Serr