O poder da oracao


ORAÇÃO

“A oração do crente é forte, poderosa e estremece os montes” (At 4:31)

O homem e a mulher que se ajoelha diante do Eterno Deus, pode resistir de pé a qualquer circunstância adversa.

Pela oração demonstramos ao Pai o nosso intenso desejo de estar próximo dele, sem interesses egoístas.

A oração é o meio pelo qual nos introduzimos na presença do Criador dos céus e da terra, sem protocolo e sem marcar consulta.

As grandes decepções na vida do cristão, não são as orações não respondidas, mas sim aquelas que não foram feitas.

Uma das maiores preocupações do diabo é tentar impedir o cristão de orar. Ele não teme estudos, trabalhos desorganizados e muito menos aqueles tipos de orações que buscam elogios de homens.

Ele ri das nossas fórmulas e estratégias humanas; zomba do nosso conhecimento limitado, mas treme quando oramos em espírito e em verdade.

Não é a aritmética de nossas orações que importam a Deus, sejam elas quantas forem.

Não é o tamanho das nossas orações que mais valem para Deus, mas a qualidade das nossas palavras.

Para o Eterno Deus não importa se a oração é feita em pé ou de joelhos, o que vale é a sinceridade do coração.

Na verdade, o Eterno Deus sempre ouve o espírito fervoroso e o coração contrito, com ou sem música.

Uma oração feita por justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16b). Ela deve ser feita carregada de fé, pois orar a Deus sem fé é o mesmo que tentar saudar nossa divida com um cheque sem fundo, ou como mandar uma carta pelo correio sem selar.

O próprio Deus Eterno nos desafia dizendo:- “Clama a mim e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes”.(Je 33.3)

O Senhor Jesus declarou:- “Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que te vê em secreto; e teu Pai, que te vê em secreto, te recompensará”.(Mat 6.6)

Pela oração os céus se alegram e o inferno estremece.

Você já orou a Deus hoje?

Fernando Junior Andreghetto

Qual o seu tipo de cristão?

Alguns são como a bateria descarregada : sem nenhuma

energia, nem força para funcionar no Reino de Deus

Alguns são como o carrinho de mão : precisam ser empurrados

para trabalharem, principalmente na Igreja.

Alguns são como a canoa, só andam a remo ou a rio abaixo.

Alguns são como os gatinhos : só estão contentes e animados

na vida e na Igreja quando mimados.

Alguns são como traillers : só avançam na vida cristã quando

puxados.

Alguns são como balão de gás : vivem cheios de ar e sempre

prontos para explodir.

Outros são como o "iô-iô" : ora estão subindo na sua

espiritualidade, ora estão descendo.

Alguns são como pipoca : vivem pulando, daqui para li, de

Igreja em Igreja, dificilmente se firmam como membros de uma congregação.

Alguns são como o papagaio : precisam ter o pé amarrado e a

asa cortada para manter-se na linha.

Alguns são como o clima : instáveis e inconstantes em sua

conduta.

Outros são os chamados crentes 6 horas : vivem nos pedindo:

"óia", ocês ora por mim viu ?, ôcês ora, não esquece, ôces ora também pelo

meu cunhado, tá ?

Alguns são chamados de crente "raimundo", um pé na Igreja e

outro no mundo.

Alguns são chamados de crente 333: meio besta... (se não

entendeu, lembre-se do número do animal inimigo mencionado no Apocalipse).

Alguns são como "tietes" ou "portadores de carteirinha de um

fã-clube" : acompanham um Pastor a onde ele for, não vão ao culto ou saem

quando descobrem que o pastor está ausente. Se puderem o acompanham em

qualquer viagem, até durante as suas férias.

Outros, porém, são como o nascer do sol : podemos sempre

contar com eles para um novo dia.

Ainda outros há que são como a rocha de Gibraltar : firmes,

constantes e imutáveis, sempre abundantes na obra do Senhor.

Que possamos, desta forma bem humorada e num exame

introspectivo profundo, analisar que tipo de cristão temos sido. E ainda

mais, procuremos ser firmes e constantes sempre abundantes na obra do

Senhor, sabendo que o nosso trabalho não é em vão, e o nosso galardão

prometido por Jesus Cristo é eterno.

Deus te abençoe !

"Quem era a mulher de Caim?"

 

Esta pergunta é, em geral, acompanhada de um ligeiro histórico sobre a tragédia que envolveu a família de Adão, histórico que em geral não está em harmonia

com o relato Bíblico.

Dizem: - "Adão teve dois filhos: Caim e Abel, Caim mata Abel e foge para uma terra distante; lá conhece uma mulher, e casa-se com ela. Com quem se

casou se não havia habitantes na Terra?"

Tal pergunta quase nunca é feita pelos que têm o bom hábito de ler a Bíblia. Esperamos que o leitor seja destes. Mas procuremos elucidar este passo bíblico.

Primeiramente ajustemos a pergunta ao relato. Não diz o texto bíblico que Caim saiu para uma terra distante, e "lá casou-se", como querem os que formulam a pergunta.

O relato diz simplesmente: - " E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, da banda do oriente do Éden. E conheceu a sua mulher, e ela concebeu, e teve a Enoque." Gênesis: 4:16,17. A região para onde Caim se mudou era chamada terra de Node, mas isto na ocasião em que Moisés escrevia o fato, isto é, cerca de 2.500 anos depois da criação do mundo.

Mas, surpreenda-se o leitor, o mundo já poderia ter na ocasião em que Caim prostrou morto seu irmão, segundo cálculos de grandes estudiosos, quase meio

milhão de habitantes. Sabia disso? Então vejamos: Segundo boas autoridades, o assassínio de Abel ocorreu no ano 128 ou 130 da criação do mundo.

Ora, nós sabemos que além de Caim, Abel e Sete, os três primeiros filhos mencionados, Adão e Eva tiveram "filhos e filhas". Gênesis 5:4

Mas admitamos, para sermos bem liberais, que Adão não tivesse tido outros filhos além de Caim e Abel. Quantos poderiam ter sido os descendentes diretos de ambos até o ano 128, quando ocorreu a morte de Abel?

Vejamos esta opinião de Clark: ""Não é exagero supor que os primeiros filhos de

Adão tenham sido mulheres. Mas para não sermos rigorosos, vamos supor que somente aos 19 anos o filho primogênito de Adão, Caim, tenha tido uma irmã em idade de casar-se (não se espante o leitor com o fato de haverem os filhos de Adão casado com as irmãs. Até o tempo de Davi, isto ainda era comum entre todos os povos do mundo).

Casando-se aos 19 anos, no ano 128 da criação do mundo cada um dos dois filhos de Adão poderia Ter tido 8 filhos, entre homens e mulheres. Mais ou menos no ano 55, poderiam ter procedido deles cerca de 60 pessoas. No ano 80, haveria cerca de 520.

No ano 100, haveria pelo menos 4.100 pessoas. E no ano 122 esta população estaria elevada a 33.000.Mas nesta linha de descendência não estamos incluindo os outros filhos de Caim e Abel, nem os filhos dos filhos destes, mas apenas os 8 que

poderiam ter tido até o ano 128 da criação do mundo. Incluindo os outros filhos de Adão, e os descendentes destes, a população do mundo não seria inferior a 450.000 pessoas no ano em que morreu Abel, isto não incluindo mulheres de idade inferior a 17 anos, e as de mais de 45 Se, porém, levarmos em conta que no ano 128, ou 130 da morte de Abel, Adão poderia ter tido mais de uma centena de filhos, pois foi criado adulto, é fácil de imaginar o vulto da população do mundo quando Caim, o assassino, saiu "de diante da face do Senhor", indo habitar a Terra de Node, que ficava "ao oriente do Éden". Gênesis 4:16. Mas esta Segunda hipótese não deve ser considerada, porquanto Sete, o terceiro filho, nasceu aos 130 anos da vida de Adão"" - (Baseado no Comentário de Clark) Caim ao sair "de diante da face do Senhor", levou sem dúvida a esposa e filhos. A expressão "conheceu Caim a sua mulher", que produz a confusão na mente de alguns, supondo referir-se ao conhecimento de uma nova pessoa, é uma expressão muito bíblica, um delicado eufemismo para denotar a união da qual resulta uma nova vida. No caso de Caim, o verbo "conhecer" é aí empregado com o fim de chamar a atenção para o nascimento de Enoque (não confundir com o Enoque justo, que foi trasladado), de cujo descendência direta viria de Lameque, o primeiro bígamo e segundo assassino. (ver Gênesis 4:18,19, 5:22 e 30)

Atributos e Atividades Pessoais Inerentes ao Espírito Santo.

 

Pelos textos que vamos citar, você verá que o Espírito Santo é descrito de tal modo que não pode haver dúvida alguma quanto à sua personalidade. Leia-os todos, cuidadosamente, considerando os seguintes pontos:

 

1 - O Espírito Santo possui atributos de uma personalidade:

* PENSA. O trecho fala da "mente do Espírito". ( Romanos: 8:27 )

* TEM VONTADE. O Espírito distribui os dons "como lhe apraz ( I Co. 12:11 )

* SENTE TRISTEZA. "Não entristeçais o Espírito de Deus ( Efésios: 4:30 )

2 - O Espírito Santo exerce atividades pessoais:

ELE REVELA. "Homens falam de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (II Pe: 1:21)

* ELE ENSINA. "Vos ensinará todas as coisas" ( João: 14:26 )

* ELE DÁ TESTEMUNHO DE NOSSA FILIAÇÃO COM DEUS. "Enviou Deus aos

nossos corações o Espírito de seu Filho que clama "Aba, Pai" (Gálatas: 4:6 )

* ELE INTERCEDE. "O mesmo Espírito intercede por nós...." ( Romanos: 8:26 )

* ELE FALA. "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" (Ap: 2:7 )

* ELE COMANDA. ".impelido pelo Espírito Santo de pregar a palavra ( Mat: 28:19)

* ELE TESTIFICA DE JESUS. "O Espírito dará testemunho de mim" ( João:15:26 )

3 - O Espírito Santo é suscetível de trato pessoal:

* ALGUÉM PODE MENTIR PERANTE ELE. "... para que mentisse ao Espírito

Santo ? " . ( Atos: 5:3 )

* PODE SE BLASFEMAR CONTRA ELE. "A blasfêmia contra o Espírito Santo

não será perdoada" ( Mateus: 12:31-32 ).

FOGO ( Lucas: 3:16 )

O fogo, como símbolo do Espírito Santo, fala de Sua grande força em relação às diversas maneiras de Sua operação, para corrigir os defeitos da nossa natureza decaída e conduzir-nos à perfeição que deve adornar os filhos de Deus.

Estudemos alguns detalhes deste assunto, como se seguem:

* O FOGO QUEIMA . É portanto um símbolo da presença de Deus (Hb: 12.29). Deus é chamado de um "fogo consumidor ". Temos, assim, uma referência à manifestação da ardente santidade de Deus ( Isaías: 4.4 - Êxodo: 3.2. ).

* O FOGO CONSOME . Consome o que é combustível - "madeira, palha e feno" ( 1 Co 3:13-15 ). O Espírito Santo é contra o que é falso. A tudo o que não é feito por amor e não visa a glorificar a Deus.

* O FOGO LIMPA . Somente o fogo pode tirar a escória de diferentes materiais. O fogo é, portanto, símbolo do poder purificador do Espírito Santo . Aquilo que não pode ser refinado expurgado pela santidade do Espírito é destruído pelo fogo . ( Isaías: 6:6-7 – Números: 3:3-4 ).

* O FOGO AMOLECE . Há materiais que se derretem em contato com o fogo, como a cera e outros. O fogo do Espírito derrete os corações endurecidos. No dia de Pentecostes, isto aconteceu. Compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos; Que faremos, irmãos ? ( Atos: 2:37 ).

* O FOGO ENDURECE . Praticamente, o mesmo fogo que amolece a cera endurece o barro. O ferreiro leva o aço ao fogo para o amolecer e para torná-lo mais duro. O Espírito Santo que torna o crente mais brando, torna-o também mais forte, mais resistente.

* O FOGO ESQUENTA . O Espírito, qual fogo, torna a alma abrasada por uma ardente paixão e zelo por Deus e Seu serviço.

* O FOGO ILUMINA . Israel era guiado à noite por um "clarão de fogo ",

( Salmos: 78.14 ). O ESPÍRITO nos guia não de modo figurado mas real.

" Se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a LEI " ( Gálatas: 5:18).

APLICAÇÃO SIMBÓLICA DO ÓLEO ( AZEITE)

* Azeite na orelha (Levíticos: 14.17). Habilitação para ouvir a voz de Deus.

* Azeite na mão (Levíticos: 14:17). Habilitação para o trabalho de Deus.

"Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito diz o SENHOR"

(Zacarias: 4:6).

* Azeite no pé (Lv 14.17). Habilitação para andar nos caminhos do Senhor.

"Andai no Espírito." (Gálatas: 5:16).

* Azeite no rosto (Salmos: 14:17). Brilho da alegria espiritual. “Com o rosto

desvendado, somos transformados de glória, pelo Esp. do Senhor" (2 Cor 3:18).

* Azeite em outras vasilhas (2 Rs 4:4-6). Bênçãos para outras pessoas (Rm 5:5 ).

* Azeite nas feridas (Lucas: 10:34). Símbolo de restauração pelo Espírito Santo

(Lucas: 4:18 ).

SELO - ( Efésios: 1:13 - II Timóteo: 2:19 ).

O que você vai estudar em seguida, explica a razão do uso significativo deste símbolo do Espírito Santo. O selo é prova de;

1. PROPRIEDADE. Especialmente em épocas passadas, a impressão de um selo indicada a resolução do proprietário quanto ao selo como sinal que alguma coisa lhe pertencia. Os crentes são propriedades de Deus e, a habitação do Espírito Santo neles prova desta possessão divina ( Romanos: 8:9) .

Em Eféso, nos dias do apóstolo Paulo, este costume era comum. Um comerciante ia a uma floresta selecionar para si madeiras de lei, imprimindo nelas o seu selo, um conhecido sinal de propriedade. Mais

tarde, mandava o seu servo com o seu sinete correspondente, para identificar e transportar a madeira onde era visto o dito selo.

Ao falar do Espírito Santo como selo, baseado neste costume dos efésios, o apóstolo nos ensina que é o Espírito Santo em nós, a prova autêntica de que somos possessão e propriedade de Deus.

2. LEGITIMIDADE E AUTORIDADE . Os documentos oficiais eram reconhecidos e válidos mediante os selos da União, do Estado, etc. Quando Jesus foi sepultado, os principais sacerdotes pretenderam manter em segurança a Sua sepultura, selando-a, conservando-a sob guarda, ( Mt 27:6 ). Violar aquele selo implicava afrontar o governo romano. Assim, aquele que ataca a um filho de Deus, por Ele selado com O Espírito Santo, ataca a autoridade do Governo Celestial que nos tem autenticado como verdadeiros filhos de Deus.

3. SEGURANÇA OU PRESERVAÇÃO. Alguns produtos, como conservas de frutas e vegetais, são lacrados ( selados ) como meio de evitar a penetração de ar, para preservá-los da deteriorização por todo o tempo em que o selo for conservado intacto. Assim também as nossas vidas são seladas pelo Espírito Santo e desta maneira preservadas da má influência deste mundo contaminado.

 

 

Poesia:

 

Levantai os olhos... e vede o campo

 

Myrtes Mathias

 

Lá fora, além das paredes que te cercam

e protegem, longe do calor que te aquece

o corpo e o coração,está a grande vinha do Senhor;

crianças que perderam os pais,

mil mulheres que vendem o corpo,

milhões de jovens que procuram uma razão de ser;

povo, que é teu povo, caminhando

irremediavelmente para o abismo...

Pára. Olha. Pensa. E ouve teu desafio

na própria voz do Mestre:

“Levantai os olhos e vede...

Vai hoje trabalhar na vinha...”

Ainda é tempo de obedecer,

alcançar a vinha aqui, ali, além;

sustentando aqueles que vão,

onde estiver um deles pregando a salvação,

tu estarás, também.

 

William Carey

Filho de Edmundo e Elizabeth Carey, William Carey nasceu em uma humilde cabana em Agosto de 1761, na pequena vila de Paulerspury, em Northamptonshire, na Inglaterra. Em Piddington, aos 14 anos, William aprendeu a arte de sapateiro. Em 1779, aos 18 anos, nasceu de novo, quando ainda estava identificado com a igreja oficial da Inglaterra, e uniu-se a uma pequena igreja batista. Logo começou a se preparar para pregar. Saturou-se de conhecimentos tornando-se poliglota, dominando o latim, grego, hebraico, italiano, francês e holandês, além de diversas ciências. Assim, aos poucos, entendeu que o mundo era bem maior do que as Ilhas Britânicas e sentiu, como todo o crente verdadeiro deve sentir, a perdição de uma humanidade sem um Salvador.

Em Junho de 1781, casou-se com a jovem Dorothy Placket, da qual teve cinco filhos.

No ano de 1775, foi atingido pelo avivamento trazido pelas mensagens de John Wesley e George Whitefield. Apesar de ter sido batizado quando criança, William Carey sentiu a necessidade de confessar sua fé publicamente. Sendo assim, foi batizado nas águas no dia 5 de Outubro de 1783, pelo pastor John Ryland. Em 1787, foi consagrado e começou a pregar sobre a necessidade missionária no mundo, e não só na Inglaterra. Como os membros de sua congregação eram pobres, Carey teve por necessidade continuar trabalhando para ganhar o seu sustento.

Na sua pequena oficina pendurou um mapa mundial feito pelas suas próprias mãos. Neste mapa, ele incluíra todas as informações disponíveis: população, flora, fauna, características dos indígenas, etc. Enquanto trabalhava, olhava para ele, orava, sonhava e agia! Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus em sua vida.

Esse grande homem do século XVIII, resolveu evangelizar a Índia e países vizinhos. Era uma missão quase impossível, e ele disse à igreja: “Eu descerei ao fundo do poço, mas alguém precisa segurar a corda”. Uma coisa é certa que sem oração, por melhor que seja a nossa logística e por mais abundantes que sejam os nossos recursos, a corda se romperá...

Um dia a igreja Batista formou um grupo de doze pastores, que reunidos na casa da Ir. Wallis formaram a Sociedade Missionária Batista, no dia 2 de Outubro de 1792. Carey se ofereceu para ser o primeiro missionário. Através do testemunho do Dr. Thomas, um missionário e médico que trabalhou por vários anos em Bengali, na Índia, William Carey recebeu confirmação de sua chamada no dia 10 de Janeiro de 1793.

Apesar de Carey ter certeza de sua chamada, sua esposa recusou deixar a Inglaterra. Isto muito doeu em seu coração. Foi decidido, no entanto, que seu filho mais velho, Felix, o acompanharia à Índia. Além deste fator, outro problema que parecia insolúvel, era a proibição de qualquer missionário na Índia. Sob tais circunstâncias era inútil pedir licença para entrar, mas mesmo assim, conseguiram embarcar sem o documento no dia 4 de Abril de 1793. Ao esperar na ilha de Wight por outro navio que os levaria à Índia, o comandante recusou levá-los sem a permissão necessária. Com lágrimas nos olhos e o coração apertado, William Carey, viu o navio partir e ele ficar. Sua jornada missionária para Índia parecia terminar ali. Porém, Deus tinha todas as coisas sobre controle.

Ao regressar à Londres, a sociedade missionária conseguiu granjear dinheiro e comprar as passagens em um navio dinamarquês. Uma vez mais, Carey rogou à sua esposa que o acompanhasse. Ela ainda persistia na recusa e ao despedir-se pela segunda vez disse: "Se eu possuísse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar para trás sem incorrer em culpa a minha alma."

Ao se preparar para partir, um dos amigos que iría viajar com Carey, Dr. Thomas, voltou e conversou com Dorothy, esposa de William Carey, e milagrosamente ela decidiu acompanhá-lo. Que alegria não foi para ele ver sua esposa e filhos com as malas prontas a lhe acompanhar. Agora ele compreendia a razão de não ter viajado no primeiro navio.

Willian Carey foi, com razão chamado o pai das missões modernas. Seus labores pela cristianização na Índia são os de um gigante impulsionado por uma paixão apostólica. A lista de suas realizações em quarenta anos de trabalho missionário é simplesmente assombrosa. Para ajudar a enriquecer resenha da vida de Willian Carey quero acrescentar algumas de suas realizações, *das quais são:

• As primeiras traduções completas ou parciais da bíblia, impressa em quarenta e três línguas e dialetos da Índia, China e Ásia Central, ou seja, traduziu a Bíblia para 8 línguas e o Novo Testamento para 35 línguas.

• A primeira obra em prosa e o primeiro jornal no vernáculo de Bengala;

• A primeira tipografia organizada, fábrica de papel e máquina a vapor na Índia;

• Os primeiros esforços para educar meninas e mulher na Índia;

• O primeiro colégio para cristianizar hindus educados;

• A primeira missão médica;

• O estabelecimento e manutenção de pelo menos trinta grandes missões separadas;

• A primeira sociedade para fomento da agricultura na índia;

• A primeira caixa econômica;

• As primeiras traduções dos grandes épicos sânscritos, o Ramayana e o Mahabarata;

• A primeira tradução da bíblia para o sânscrito.

A igreja que havia perdido a visão missionária no primeiro século da era cristã, no período da reforma, na qual cria que missões era uma tarefa apenas dos apóstolos, teve a visão renovada através de Willian Carey.

A sua convicção do chamado, percepção e sensibilidade para entender o propósito de Deus para sua vida, mesmo passando por tantas adversidades, cumprindo sem recuar, ordem de Cristo para alcançar os povos não-alcançados da terra, faz de Willian “O pai das missões modernas”.

Willian sobe esperar em Deus, suportou as lutas sem murmurar e sofreu as humilhações calado. Na sua biografia aprendemos que Deus faz caminho no meio da tormenta e que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que servem a Deus e são chamados pelo seu decreto. As adversidades, como a morte de seus entes queridos e tantos outros fatores, não foram capazes de parar sua fé, de fazê-lo desistir.

Tinha muitas qualidades, como por exemplo: Era um ótimo pregador e excelente comunicador, teólogo, lingüista, escritor, grande pesquisador, um homem realmente de visão, mas acima de tudo, a característica impressionante de Willian foi a sua humildade. Em sua última enfermidade, o jovem missionário escocês, Alexandre Duff, fez-lhe uma visita elogiando sua grande obra. Carey replicou mansamente: - Sr. Duff, o Senhor tem estado sempre a falar do Dr. Carey. Mas, por favor, quando eu estiver morto, não diga nada do Dr. Carey. Fale apenas do Salvador de Willian Carey.

Sua sepultura leva a única inscrição que ele permitiu:

Willians Carey, Nascido em 17 de agosto de 1761, falecido em 9 de junho de 1834. Um verme miserável, podre, desamparado, em Teus bondosos braços.

A humildade de Willian Carey era a humildade característica dos homens genuinamente grandes.

Quando Willian morreu, a Índia disse adeus ao grande Pai das Missões, e os Céus disseram bem-vindo a um servo fiel! Carey morreu com 73 anos, respeitado por todo o mundo, como o pai de um grande movimento missionário. Quando chegou à Índia, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. Ao morrer, porém, o governo mandou içar as bandeiras a meia haste em honra de um herói que fizera mais para a Índia do que todos os generais britânicos. Grande foi a contribuição de William Carey para o Reino de Deus, e grande será o seu galardão.

* Extraído do Livro “Ilustrações” - Volume 1, autor Pr. Josué Gonçalves.

Fernando Andreghetto



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