Exercicios Praticos


REFLEXÕES:

 

1 - Barragens de Girabolhos

Programa Nacional de Barragens, tendo mantido a opção pelos 10 empreendimentos propostos inicialmente.Os projectos aprovados, depois de concluído o processo de consulta pública, a construção das 10 barragens, num investimento total estimado entre os 1.000 e os 2.000 milhões de euros, vai permitir aumentar a capacidade de produção hídrica do País em 1.100 megawatts (MW), de modo a ultrapassar os 7.000 MW de potência instalada já até 2020.

Recorde-se que, segundo o sumário executivo do Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, o investimento de Girabolhos – freguesia que dista cerca de 15 quilómetros da sede de Concelho e regista cerca de 500 habitantes – rondará os 102 milhões de euros. A barragem, que ficará situada a dois quilómetros da aldeia, terá grande capacidade de armazenamento, permitindo a regularização dos caudais afluentes. Está prevista para ali uma construção do tipo abóbada em betão, com uma altura de 87m, criando uma albufeira com uma capacidade total de armazenamento de 143 hm3. O circuito hidráulico será constituído por um túnel, com um comprimento de 5,8 quilómetros, e a central hidroeléctrica será em caverna, situada próxima do local de restituição. A queda bruta disponível será de 120m e a potência instalada será de 72 megawatts, permitindo uma produção de energia de 99 gwh/ano.

cálculos:

(X) Barragem girabolhos altitude- 210m

Distancia da aldeia de girabolhos à barragem-2km´s

(Y)Barragem tipo abóbada- 87metros altura

X+Y=297metros altitude – raio de acção da albufeira

Altitude do tabuleiro da ponte palhês- 254 metros alt.

Resultado, albufeira 43 metros acima do tabuleiro

Raio a montante até praia fluvial ribamondego 17,54km

O local in situ da futura barragem de Girabolhos dista 2km´s (N) da aldeia, encontrando-se a 210m de altitude, tendo prevista uma abóbada de 87 metros de altura, encontrando-se o topo da barragem a 297 m altitude.

O tabuleiro da ponte palhês encontra-se a 254 metros de altitude, e a 4km´s (NE) da barragem.

Dadas as consequências futuras nos habitat´s, urge uma Avaliação de Impacte Ambiental, embora se concorde na plénitude da ideia da urgência de uma barragem, esta peca por tardia. No que refere ás rodovias, estas são de construção recente, terão que ser obrigatóriamente alteradas modificadas no seu trajecto. Mais uma vez, investimentos desmesurados desprovidos de prospecção e sustentabilidade.

 

 

2 - Relatório Geomorfológico das Caldas da Rainha

O Corte geológico realizado neste trabalho, tem por base a folha 26 – D, da Carta geológica das Caldas da Rainha, de escala horizontal 1: 50000, da Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos. A área compreendida no corte geológico, é de Nataria a Redes (Oeste – Este), no corte o exagero é de 5 X e compreende a área de Nataria a Redes.

O relevo no Corte é influenciado, por a área Sul da Serra dos Candeeiros, e também por o Vale Tifónico que está relacionado essencialmente com o tipo de camada, margas, que é uma estrutura diapiríca, todo o pendor das camadas é de Oº - 30º, exceptuando as Margas, dado ao facto de não terem pendor exacto.

O Vale Tifónico:

Trata-se de um acidente geológico cuja formação é devido à tectónica salífera, no fundo do Vale aflora um núcleo de lias inferior “Complexo Dagorda” por areias pliocénicas, ao passo que os seus bordos laterais, as margas do Infralias estão em contacto anormal com os calcários do Bajociano, do Batoniano, do Lusitaniano e por vezes com os “Grés Superiores” do Kimmeridjiano.

Falha:

Este Corte Geológico, tem somente uma falha, esta é uma Falha Oculta, encontra-se a tracejado no Corte.

Serra dos Candeeiros:

A Serra dos Candeeiros é fundamentalmente constituída por uma dobra anticlinal de orientação Nordeste – Sudoeste, cortada no seu flanco Oriental, por importantes acidentes geológicos, que fazem aflorar uma estreita faixa de terrenos gesso – salíferos do Infralias, cujo maior desenvolvimento dá-se no Vale Tifónico de Fonte da Bica, a Noroeste de Rio Maior.

Moderno:

Aluviões (a)

Depósitos de areia, limos, cascalhos, seixos, entre outros materiais transportados por águas correntes, nas margens planas dos rios, e este fenómeno, é perfeitamente observável no Corte, nas camadas de Aluviões sobrepõem-se cursos de água superficiais ( rios ). Existem essencialmente nos fundos dos vales, no Corte encontram-se três camadas de aluviões, que são obviamente as camadas geológicas mais recentes, que vêm preencher alguns espaços erodidos.

Plio – Plistocénico indiferenciados (P) :

• Complexo astiano, com lignitos e diatomitos:

Encontra-se a Nordeste de Rio Maior, até à Falha Oculta, no Corte Geológico situa-se num anticlinal, nestes diatomitos encontram-se muitos poços hidrológicos, devido ás linhas de água ou rios que sobrepõem estes Complexos.

Poder-se-á considerar da Era Quaternária. As formações pliocénicas sofreram, localmente, fortes deformações devido à tectónica salífera, formando várias sinclinais.

Miocénico (M4) :

• Sarmato – Pontiano: Grés, Argilas e Calcários

Toda esta estrutura situa-se já no Vale de Rio Maior, encontra-se no Corte, junto ás localidades de Salinas e Maia, são formações com vertebrados fósseis, este Calcário contém, na área, uma fauna de moluscos de água doce, o pendor como em todo o Corte mantém-se entre 0º - 30º. Este tipo de camadas encontra-se somente a Este da Serra dos Candeeiros. As formações arenosas mais modernas têm tendência a desaparecer.

Paleogénico (E) :

• Eocénico – Grés

Encontra-se nos últimos metros de terreno registados no Corte, junto a Redes, tendo uma disposição Nordeste – Sudoeste. É uma formação greso – argilosa, avermelhada, sobreposta aos calcários, encontra a falha mas mais para Sudoeste (não dá para observar no Corte), este Grés em termos de idade é contemporâneo, daí pertencer ao Eocénico.

Cretácico (C 1 – 2):

• Albiano, Aptiano e possivelmente Neocomiano: “Complexos Gresosos”

Está situado no Corte Geológico entre a Falha Oculta e ligeiramente antes (Oeste) de Redes, tem uma disposição Nordeste – Sudoeste, terminando a Sudeste junto à falha;

A Leste de Rio Maior, entre Cidral e Gansaria, que abrange uma área considerável no Corte, existe um complexo de areias e Grés argilosos, com alguns niveis conglomeráticos e algumas intercalações lenticulares de Argila, com restos vegetais;

A espessura deste Complexo que se encontra a Este da Serra dos Candeeiros é na ordem dos 200 metros.

Jurássico (J 3 – 4):

• Jurássico Superior indiferenciado: “Grés Superiores com vegetais e

Dinossáurios”.

Este tipo de morfologia encontra-se junto a Nataria, a Oeste da Serra dos Candeeiros, abrangido por um Complexo, representado por Grés e Argilas de variadas cores ou tons: desde amarelado ao avermelhado;

Ao que tudo indica, com estudos recentes nestas formações estão presentes restos de vegetais e de Dinossáurios do Jurássico Superior, junto a Nataria foi observado a presença de alguns moluscos;

O Complexo dos “Grés Superiores” é constituído, na sua parte superior, por Grés e Conglomerados avermelhados ou amarelos com cimento argiloso;

Na parte central da Carta Geológica, os “Grés Superiores” formam um largo Afloramento;

Alguns Grés do Jurássico Superior, quando suficientemente compactos são aproveitados, localmente, para construções de pequeno porte.

Lusitaniano Superior (J3 b – c):

Situa-se junto ás localidades de Azambujeira e Mata de Cima na Carta Geológica, junto ao flanco situado a Oeste da Serra dos Candeeiros;

Um dos Afloramentos foram formados pelas “Camadas de Alcobaça (J3 c)” e “Camadas de Montejunto (J3 b)”;

Existem sedimentos calcários.

Caloviano, Batoniano, Bajociano (J2 a b c ):

É com este tipo de Camadas Geológicas que está formado grande parte da Serra dos Candeeiros, assim como no flanco Sul (onde se encontra o Corte Geológico);

O Caloviano é conhecido, com bela fauna de amonites, os calcários batonianos têm uma cor branca. No entanto, ainda não se registou a presença de amonite para caracterizar o Caloviano;

Observou-se numerosas formações recifais e pericifais;

Os calcários do Dogger (Caloviano, Batoniano e Bajociano) são explorados em numerosas pedreiras na Serra dos Candeeiros.

Hetangiano – Retiano – “Margas e Calcários” (J1 a b):

Os materiais sobrepostos ás Margas fazem compressão sobre estas e injecta-as para a superfície, há uma dispersão das camadas, o que poderá levar à inversão do relevo (anticlinais primitivos que se tornam sinclinais e sinclinais primitivos que se tornam anticlinais), as Margas são facilmente erodidas e não têm pendor exacto, estes materiais existem em ambas vertentes da Serra, mas denota-se mais na vertente Oeste;

Dado ao estilo diapírico dos anticlinais, não é de excluir a possibilidade da existência de alguns núcleos Triássicos, vindos da profundidade, no Vale Tifónico de Caldas da Rainha, o “Complexo Dagorda” aflora não só nos bordos do Vale onde está em contacto com as camadas da cobertura Jurássica, como também no centro;

Existem Margas avermelhadas e Argilas salíferas.

 

Rochas Vulcânicas

Basalto ( B):

Encontra-se na sua grande maioria a Norte do Rio Maior, junto à vertente Este da Serra dos Candeeiros, é a única camada no Corte de origem ígnea, mas não a única na Carta;

A rocha basáltica, com uma pasta micro–cristalina é constituída por plagioclase;

O Basalto está provavelmente Zeolitizado e, sem dúvida transformado hidrotermalmente com a formação de amígdalas;

No Corte, o Basalto tem uma disposição Nordeste – Sudoeste, seguindo a maioria das disposições no terreno.